Publicado por: trabalhodaivanacubismo | 10 de Novembro de 2009

O Cubismo foi uma revolução estética e técnica tão importante para a Arte Ocidental quanto o Renascimento. Ocorreu no período de 1907 a 1914, tendo como fundadores  Pablo Picasso e Georges Braque. Iniciado dentro de um círculo muito restrito, não foi pensado como um movimento. Aos seus criadores se uniu um grupo de amigos intelectuais escritores de vanguarda. Kahnweiler abre no outono de 1907 a galeria da rua Vignon, que será o santuário do Cubismo. 
Em 1908 forma-se em Montmartre, colina nos arredores de Paris, onde moram Pablo Picasso, Max Jacob, Juan Gris, o grupo do “Bateau-Lavoir”, que além desses, compreende Guillaume Apollinaire, André Salmon, Maurice Raynal, Gertrude Stein , Leo Stein, entre outros. Distingue-se no desenvolvimento do Cubismo a fase cézanniana (1907-1909), uma fase analítica (1910-1912) e uma fase sintética (1913-1914). 
Eles trouxeram de volta o problema da representação do volume colorido sobre uma superfície plana. Contrários ao Impressionismo, eles não pretendiam fixar na tela uma impressão imaginária, um momento fugaz, mas construir um quadro de motivos sólidos e duradouros. 
Foram influenciados pela escultura negra e pelas artes primitivas, pelas retrospectivas de Cézanne, no Salão de Outono de 1907 e de Seurat no Salão dos Independentes em 1905. Em 1907 Picasso termina Les Demoiselles d’Avignon que marca o nascimento do Cubismo. O simultaneismo caracteriza o Cubismo analítico, reúne em uma tela única diversos aspectos do mesmo objeto, não tal como se vê mas como se pensa, como existe em si e na mente. Esse período de análise extrema e de experimentação sistemática não se processava sem o perigo de hermetismo, o qual Georges Braque e Pablo Picasso remediaram com o uso de “papiers collés”, em 1912 e de detalhes reais como meios excitantes perceptivos.
Em 1912 formam-se três grupos diferentes de cubistas: o Orfismo formado por Robert Delaunay que exaltava o papel dinâmico da cor; o núcleo do grupo original à volta de Gleizes e Metzinger e que então se designavam como “Les Artistes de Passy”; e um grupo que se chamava “Section d’Or”, com sede no subúrbio de Puteaux, nos ateliers de três irmãos, Jacques Villon, Marcel Duchamp e Raymond Duchamp-Villon, de cuja exposição participaram, além desses, Juan Gris, Fernand Léger, Albert Gleizes, Jean Metzinger, Andre Lhote, Delaunay, Marcoussis, Roger de La Fresnaye, entre outros. A unidade de suas pesquisas baseava-se então na admiração comum por Cézanne e sua lição construtiva, consagrada no livro escrito por Gleizes e Metzinger: “Do Cubismo”, de 1912.
No Cubismo Sintético a ruptura com a figuração naturalista tradicional realiza-se com o abandono definitivo de qualquer processo de imitação, com o emprego de “sinais plásticos” livremente inventados, ampliando-se os planos. O Cubismo deixa de ser um aspecto, uma técnica empírica para se tornar um movimento formal e conceitual, percebido em sua estética, não em sua aparência. 
De 1911 a 1912, o Cubismo tornou-se mais conhecido internacionalmente e impulsionou vários movimentos como o Futurismo, Cubo-Futurismo e Construtivismo.
A Guerra de 1914 dispersa os criadores do movimento, cada qual seguindo seu destino.

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